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27 de dezembro de 2012

TOMA UM CAFÉ CONTIGO MESMO - Dr. Walter Dresel.

O Caminho para o triunfo torna-se solitário porque a maioria dos homens não está disposta a enfrentar e vencer os obstáculos que nele se escondem. A capacidade de dar esse último passo quando você está esgotado é a qualidade que separa os vencedores dos demais corredores.(Edward Le Baron)

Convenhamos que é mais fácil falar do êxito, dos triunfos e das alegrias do que mergulhar nas trevas do fracasso e da dor que este nos provoca...Uma experiência valiosa é viver na própria carne o que significa cair o mais baixo e perceber que não encontramos o caminho, que tudo está escuro e a esperança se desvanece até que um raio de luz nos indica aonde temos que ir para ser protagonistas da nossa reconstrução. O fracasso nos torna mais humildes, mais reflexivos e mais permeáveis a escutar aqueles que têm mais Sabedoria do que nós.
O tempo todo, entretanto, tentamos nos proteger dos fracassos como se estes fossem uma doença infecto-contagiosa, e transmitimos esse sentimento para aqueles que nos cercam. A vida muitas vezes não nos dá oportunidade de parar para pensar se podemos ou não ir em frente. Você decide o que faz: Ou fica aí parado, chorando e sofrendo por sua má sorte, ou, ao contrário, faz algo. E não importa o quê: o simples fato de pensar em falar com alguém, consultar alguém, pedir um conselho, já significa uma mudança positiva, porque abre seus olhos para um horizonte de alternativas.
Quando tomamos consciência de que estamos atravessando uma situação que vivemos como um verdadeiro fracasso, sofremos um golpe muito duro, que abala nossa identidade, pois nos sentimos destruídos, desgostosos e com um misto de culpa e impotência.
É como se uma bomba houvesse explodido perto de nós, deixando-nos atordoados pelo estrondo e pela confusão. A primeira coisa que recebe o impacto e o dano é a nossa auto-estima, que se vê subitamente perturbada por um fato que em princípio não conseguimos explicar e para o qual não encontramos justificativa.
Geralmente recordamos o princípio dessa travessia como um momento de grande instabilidade emocional, onde todos os nossos esquemas preconcebidos quanto à nossa segurança exterior caem com estrépito, dando lugar ao início de um percurso em que vamos subindo por uma escada que nos porá em contato com a nossa reconstrução como seres valiosos para a vida....A reação natural é agir e tomar decisões que se contraponham à injustiças da qual fomos objeto, sendo habitual cometermos grandes equívocos por agirmos de acordo com o que sentimos e não de acordo com o que é melhor para nós, dada a situação que estamos atravessando.
O mais aconselhável neste primeiro degrau é ficar o mais quieto possível e tentar compreender e conseguir que os outros nos compreendam. O que certamente não precisamos é de conselhos de como esta ou aquela pessoa saiu de uma situação similar, ou que nos digam que com boa vontade tudo se arranjará no futuro. Nesses momentos não estamos em condições de avaliar se o que aconteceu conosco é de maior ou menor envergadura do que o que aconteceu com outras pessoas. Para nós, trata-se de cem por cento de NOSSA dor, e temos de assumi-la dessa maneira.
O que todos sentimos diante de uma grande perda é a necessidade de contenção, de que entendam a nossa contrariedade pelo que aconteceu. Acima de tudo, precisamos perceber que alguém consegue acompanhar a nossa ira, a nossa frustração e a nossa impotência, sem nos dar conselhos que não estamos em condições de processar, e sem julgar a nossa culpa ou a nossa inocência com relação aos fatos em questão.
Diante desse impacto inicial, o que se impõe é dar rédea solta ao nosso "eu" ferido e esperar que a dor chegue a seu ponto máximo e logo comece a diminuir, dando lugar à possibilidade de ascender ao segundo degrau, que é enfrentar-se com os temores e tremores.
"fonte : livro Toma um café contigo mesmo- tradução de Magda Lopes- Editora Planeta"

Um comentário:

Gih disse...

Ameiiiii o texto quero ler o livro tbm ;)